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Janela de PVC apresenta melhor ecoeficiência, aponta estudo

 

Realizado em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Natal (RN), o estudo mostrou que nos locais onde há maior necessidade de uso de ar condicionado, as janelas de PVC são a melhor opção

 

Uma Análise de Ecoeficiência, realizada pela Fundação Espaço ECO® (FEE®) para o Instituto do PVC, mostra que a janela de PVC é mais ecoeficiente que a janela de alumínio. O estudo contemplou a produção, montagem, instalação, uso (com ar condicionado), manutenção e destinação final de janelas brancas de PVC e alumínio, considerando variações térmicas diferentes, em cidades como São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Natal (RN). A análise passou por uma revisão externa realizada pelo TÜVRheiland – instituto independente para inspeção técnica e certificação.

A janela de PVC apresenta melhor desempenho ambiental em 10 das 11 categorias analisadas em relação à janela de alumínio, se destacando principalmente na categoria Consumo de Energia com grande vantagem principalmente quanto ao conforto térmico, Consumo de Recursos, Potencial de Toxicidade e Potencial de Doenças Ocupacionais e Acidentes.

Segundo Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, o objetivo do estudo foi analisar o desempenho de todo o ciclo de vida de duas das alternativas de janelas mais utilizadas pelo consumidor no Brasil, incluindo sua reciclagem. “A partir da informação técnica e científica, a população pode tomar a melhor decisão sobre os produtos utilizados no dia a dia e obter o melhor benefício”, afirma o executivo.

Pontos avaliados – Na vertente ambiental, a janela de PVC teve melhor desempenho na categoria Consumo de Energia, que tem a maior relevância no estudo, de 31%. Dentre os pontos que contribuíram para esse resultado está o desempenho positivo (eficiência energética) para o conforto térmico, quase duas vezes superior ao da janela de alumínio. No processo de produção, a janela de PVC apresenta consumo de energia 2,3 vezes menor em relação à produção da janela de alumínio. Na montagem, foi observada vantagem da alternativa em PVC por não precisar de pintura, visto que é naturalmente branca, ao contrário da de alumínio que precisa de pintura eletrostática, processo que consome muita energia elétrica.

“Exemplificando, tomando como base resultados obtidos no estudo, a economia de energia obtida durante um ano com a instalação de uma janela de PVC, em detrimento a uma de alumínio, em habitações que possuem ar condicionado, em todo o Brasil, seria equivalente ao consumo de 415.776 casas durante um ano”, comenta Bahiense. “Se considerarmos o uso de seis janelas de PVC a economia obtida seria equivalente ao consumo de 2.494.656 casas em um ano. É um grande ganho ambiental”, completa.

Na categoria Consumo de Recursos, que tem 22% de relevância no estudo, o PVC também teve o melhor desempenho, principalmente na fase de produção das esquadrias, na qual o consumo de recursos da opção em alumínio é 4,9 vezes maior em relação ao PVC.

Potencial de Toxicidade é a terceira categoria com maior relevância (18%) e mais uma na qual a janela de PVC se sobressai, apresentando duas vezes menos pontos de toxicidade que a janela de alumínio. Já no quesito Potencial de Doenças Ocupacionais e Acidentes que tem 14% de relevância para o estudo, o PVC também se saiu melhor, principalmente nas fases de produção, montagem e manutenção.

O PVC se apresentou mais ecoeficiente ainda devido a sua baixa Emissão de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos, menor Potencial de Aquecimento Global e Acidificação, baixo Uso da Terra e Potencial de Formação Fotoquímica de Ozônio. Dentre as categorias ambientais o alumínio só se sobressai em Potencial de Depleção da Camada de Ozônio, categoria que tem a menor relevância do estudo, 0,3%.

Na avaliação do impacto econômico, observou-se o preço de mercado mais elevado das janelas de PVC (em média R$ 407 mais cara que a janela de alumínio). Entretanto, essa variação inicial se dilui durante o tempo de uso do produto, devido à melhor eficiência da janela de PVC em relação ao isolamento térmico, ou seja, o PVC faz com que a troca de calor entre ambientes interno e externo de uma edificação seja menor. Com isso, o consumo energético seja para refrigerar ou aquecer um ambiente, é reduzido, ao longo do tempo, com o uso de janelas de PVC. Na simulação de 40 anos do estudo, a diferença inicial de preço de mercado diminui para R$ 142,13. “Na medida em que os benefícios das janelas de PVC se tornarem mais conhecidos pela população e profissionais da área, sua demanda tende a crescer e, consequentemente, o produto se tornará mais barato aumentando sua competitividade”, afirma Miguel Bahiense.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013 existiam cerca de 65,1 milhões de residências no Brasil. De acordo com um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na Construbusiness 2010, cada unidade habitacional demanda em média 10 esquadrias. Analisando esse cenário com os crescentes números da construção civil no Brasil (residências e edificações) é possível identificar um motivador muito relevante para se analisar os tipos de materiais e tecnologias que irão compor essas esquadrias.

“Nosso trabalho tem como objetivo apoiar empresas de todos os setores sobre as melhores práticas produtivas através da mensuração dos impactos ambientais, econômicos e sociais ao longo de toda a cadeia, além de informar o cidadão para uma decisão e consumo conscientes. Isso é a sustentabilidade que se mede”, afirma Juliana Silva, gerente de Socioecoeficiência da FEE®. Esta mensuração é realizada com a aplicação da Análise de Ecoeficiência, esta ferramenta consiste em uma metodologia científica exclusiva no mundo que compara produtos ou processos, baseadas na norma NBR ISO14040 – Avaliação de Ciclo de Vida, considerando aspectos ambientais e econômicos.

 

Confira o infográfico do estudo:

PVC V12 Final

 

 

 

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